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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Duas comédias românticas para vocês

Recentemente assisti a duas incríveis comédias românticas lançadas ano passado. Como ambas me impressionaram e já que a sessão “Resenhas e dicas” estava um pouco abandonada, resolvi falar um pouco delas para vocês.


Em “A Proposta” (The Proposal), Sandra Bullock (A Casa do Lago; Miss Simpatia) e Ryan Reynolds (Apenas amigos; Três vezes amor) participam de uma trama em que ela, patroa controladora e cruel, o força a ser seu marido a fim de conseguir um visto permanente e poder então continuar no trabalho de editora. Editor-assistente, com o sonho de um dia se tornar independente, ele aceita. O problema se dá quando, para conseguir a liberação para o casamento, precisam comprovar que o matrimônio não é uma fraude, tendo que responder para um funcionário da Imigração questões que verdadeiros namorados não teriam muita dificuldade em solucionar.


Já em “A verdade nua e crua” (The Ugly Truth), a linda Katherine Heigl (Izzie Stevens, de Grey’s Anatomy, e protagonista de filmes como Vestida para casar e Ligeiramente grávidos) é Abby, produtora de uma pequena emissora de televisão que se vê obrigada a trabalhar com Mike, Gerard Butler (300; P.S: Eu te amo), um comentarista que não acredita em amor e desmascara, no seu programa homônimo ao filme em questão, as utopias de um relacionamento. Com problemas para arranjar namorado, Abby acaba se tornando amiga de Mike, levando a sério os conselhos que ele lhe oferece em troca de maior liberdade nas suas apresentações.

Os dois filmes são histórias bonitas que não forçam o espectador a rir de escatologias ou a chorar com romances melodramáticos. Para quem ainda não os conhece, fica então uma dica para quem procura por boas risadas.


Thiago Assis F. Santiago
www.twitter.com/euthiagoassis

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Aprecie sem moderação

Selton Mello está genial no filme "Lavoura arcaica", que mais merece ser tido como uma obra de arte do cinema nacional. Um drama irresistível, que conta sobre uma família do campo unida, até que um irmão foge por motivos únicos.

A obra toda se passa durante uma conversa entre o irmão mais velho da casa e o irmão que fugiu, a quem aquele havia ido buscar, em um quarto escuro, triste e bagunçado de uma pousada qualquer.

“Quanto mais unida a família, mais violento o baque. A força e a alegria da casa podem acabar com um único golpe”.

Um filme que prende e alucina quem o assiste, com imagens lindas, fotografias e ângulos sensacionais, tanto da natureza quanto dos personagens (estes principalmente) e músicas instrumentais que tocam a alma. As falas dos personagens mais parecem uma longa poesia declamada que se estende por toda a história.

Delírio, loucura, vinho, demônio, epilepsia (logo também preconceito), pecado, vinhos, hipocrisia, catarse, incesto, dor, revelações, surpresas, amor, Deus, milagre. Um pai que comanda, uma mãe submissa, e ele, Selton Mello, como o filho observador, aquele que melhor conhece a todos e que mais os ama, por isso ser ele quem foge.

“Eu, o filho arredio... não era com estradas que eu sonhava; jamais me passava pela cabeça abandonar a casa, jamais tinha pensado correr longas distâncias em busca de festas pros meus sentidos. Eu já sabia, meu irmão, desde a minha mais tenra idade, quanta decepção me esperava fora dos limites da nossa casa...”

Essa obra merece ser vista e apreciada.



Thiago Assis F. Santiago
www.twitter.com/euthiagoassis

sábado, 29 de agosto de 2009

Mais um belo trailer...


Infelizmente esse foi mais um daqueles filmes cujo o trailer é melhor que o filme propriamente dito. Eu vi o trailer passar por um bom tempo antes dos filmes que eu ia assistir no cinema e me interessei pelo filme. “Esse parece que vai ser bom”, pensava. Não tive a chance de ver em película, esperei chegar o dvd e acabei esquecendo-o. Com o tempo fui deixando a idéia de assistir à “A colheita do mal” para depois. Há um tempo vi apenas o começo do filme, cerca de 20 minutos e não me agradou. Parei de ver e deixei outra vez o filme de lado. Mais um tempo de adiamento até que finalmente enfim o assisti por completo.

Foi chato, parado, irritante até os 15 minutos finais começarem. Passei por 1 hora e 15 minutos de tortura (assistindo), esperando ainda algo inteligente aparecer até chegarem os benditos 15 minutos finais, que fizeram eu não me arrepender por completo de tê-lo assistido. Somente quando surgem algumas revelações, as 3 últimas pragas (das 10 que eram no total) é que o filme começa a ficar interessante. As revelações demoraram bastante para aparecer, quem fez o filme poderia ter deixado algo subentendido no período inicial da história, até deixou um trecho, mas quem o assistiu deve ter se esforçado para não acreditar que já tinha desvendado o filme todo e ficou esperando algo melhor apresentado. Mas isso não aconteceu.


Hilary Swank em "A colheita do mal". Nem ela conseguiu salvar o filme.

Não é um filme recomendável. Infelizmente fizeram o trailer parecer uma história extraordinária (aliás, parabéns para que fez o trailer, conseguiu vender o filme muito bem), mas que na verdade é pífia.



Thiago Assis F. Santiago

domingo, 2 de agosto de 2009

Sem medir palavras


Brasil colonial. Bahia. Políticos corruptos. Homens da Lei que julgam de acordo com interesses próprios. Padre Antônio Vieira. Escravos. Escravas. Conspirações. Crimes. Torturas... Um poeta, Gregório de Matos. É esse o cenário do romance “Boca do inferno”, da premiada escritora cearense Ana Miranda.

Mostrando a realidade cruel pela qual passava a sociedade da época, esse romance histórico, incluído na lista dos cem melhores romances de língua portuguesa do século XX, é surpreendente. Gregório de Matos, fazendo jus à alcunha que lhe foi dada, desfila por toda a obra sátiras direcionadas tanto aos políticos corruptos como aos costumes da sociedade e, principalmente, aos modos nada religiosos dos padres e freiras que viviam naquela Bahia.


Ana Miranda também não se esquece de mostrar o lado carnal tão peculiar do poeta. O homem que só dividia a paixão pelas letras com a adoração pelas mulheres. Eram raras as mulheres que não fornicaram com o conquistador.

É uma obra prima da literatura cearense e brasileira. Saborosa de ser lida e interessante do ponto de vista histórico. Não que seja apenas um relato de época, é uma ficção abarrotada de suspense, de investigação, de fuga e, por que não, de graça.

Se você conhece a autora, esse livro é rio de satisfação. Se você não a conhece, “Boca do inferno” é uma entrada excepcional no universo de Ana Miranda.



Thiago Assis F. Santiago

sábado, 4 de julho de 2009

A pureza da infância


Alemanha nazista. Em Berlim um pai soldado é promovido, ele coordenará um campo de concentração no interior do país. Toda a família, que conta ainda com a esposa, a filha de 12 anos e o garotinho, Bruno, de 8, o acompanha. É o começo dessa história emocionante, na qual a inocência do garoto é o ponto preponderante por toda a trama.

Longe da família, da escola e sem poder fazer o que sempre fez na cidade, Bruno encontra a única diversão em explorar a área. Proibido de sair de casa ele sonha em ir até a “fazenda” que avista ao longe, da janela do seu quarto. Uma “fazenda” estranha, onde todos vestem pijamas listrados. Bastou comentar tal vontade e logo lhe foi tirada a possibilidade.

Como é de se esperar de uma criança, ele não obedece, e passa a sair de casa escondido, chegando até uma cerca. Do outro lado, Shmuel, também de 8 anos, é um judeu vítima da guerra. Começa ali a amizade mais inesperada no contexto da Segunda Guerra Mundial.


“O menino do pijama listrado” é um best-seller do autor inglês John Boyne que foi reproduzido para o cinema em 2008, com lançamento oficial no Brasil feito em dezembro do mesmo ano. Como em poucas reproduções, a história do livro foi contada com detalhes na película. O filme, inclusive, tornou-se até mais emocionante que o livro, não por um exagero melodramático do diretor Mark Herman, mas sim porque este lhe prende na inocência infantil, enquanto que naquele o espectador consegue se envolver emocionalmente com os personagens.

Vários fatos marcantes surgem durante toda a história e, para o deleite daqueles que como eu admira um final inesperado, o desfecho é surpreendente.

Não deixem de conhecer esse enredo nas duas maneiras em que se encontra disponível (livro e filme), pois, sem dúvida, eles se complementam perfeitamente.



Thiago Assis F. Santiago